Em 2010, cometa erros novos e seja feliz

•01/01/2010 • 1 Comentário

 

Caros leitores,

Eu, Delph, desejo a vocês um 2010 pleno de realizações e felicidade, e etc, etc, etc… 

Crianças, eu bem poderia fazer um post imenso sobre as expectativas que um novo ano trás para todos, que tudo pode ser lindo e maravilhoso e que podemos passar uma borracha em tudo que fizemos de errado no ano anterior. Pois bem, meus queridos, esse post é pé no chão. Se quiser desistir de ler e ficar só nos meus votos de Feliz 2010, o momento é esse.

Se bem que, se você chegou até aqui, vai acabar continuando. Quase uma armadilha… Nesse caso, vamos em frente. 

É verdade que um novo ano trás tudo isso. Aliás, opinião pessoal, eu costumo enxergar os dias como degraus, ou como ondas, sabe? É meio estranho explicar. Uma mudança de calendário causa um efeito estranho em nós. O ano não muda, nós é que mudamos, porque acreditamos que um ano novo é para fazer coisas novas. Bastante abstrato mesmo, acho que Freud explica bem isso. 

Já fui dessas que acreditava que uma simples mudança de calendário mudaria tudo. Isso foi na minha pré adolescência, quando meu sonho era ser uma das Patricinhas de Beverly Hills (mesmo que o filme já fosse ultrapassado na época da minha pré adolescência). Costumava escrever nos meus diários até mesmo o estilo de roupas que eu queria usar naquele ano para ver se os meninos se interessariam por mim e se as meninas me tratariam como gente. Claro que não funcionava. Claro que não funciona e nem vai funcionar com ninguém, em nenhum país e em nenhuma época.

Para se ter uma idéia, aos 12 anos, se não me engano, passei um Reveillon com um vestido vermelho para ver se a paixão chegava para mim. Quando me lembro, oscilo entre a risada e a vergonha alheia. A propósito, não funcionou. 

Daquele período da minha vida restou apenas a superstição. Acredito em algumas cargas energéticas da passagem de ano, cargas que existem na cabeça de cada um. O cérebro é algo muito poderoso e pode atrair certas coisas, sejam elas boas ou ruins. Por exemplo, se eu não me sinto segura de usar preto na passagem de ano, não uso nem se me pagarem. Esses pequenos rituais não atrapalham a vida de ninguém. 

O que eu realmente acredito é que ninguém deixa de errar no novo ano, e que a maioria das promessas não são cumpridas e nem todos os sonhos são realizados. Ah, essa semana eu estava relendo meu diário e vi uma página com as coisas que eu queria fazer até o final de 2009. De muitas delas, apenas duas eu consegui. A mais concreta delas e a que coloco em primeiro lugar foi ter conseguido um estágio na minha área. A segunda, ainda em fase de comprovação, é meu tão almejado senso prático. Conseguir pensar rápido e agir na mesma velocidade, sem pesar demais os prós e os contras. Tenho a sensação de que já sou capaz de fazer isso, o que me deixa bastante feliz, até mesmo aliviada. 

Acredito no seguinte, se você quer muito uma coisa, tente, corra atrás dela com todas as forças que ainda tem. Mais uma coisa, sonhe coisas possíveis. Nem todo mundo concorda comigo nesse ponto, mas, pra quê você vai desejar algo extremamente absurdo, além das suas possibilidades? Não tenha tantas “ambições transcendentais”, a vida não é livro do Paulo Coelho! (hehehehe) Sempre costumo dizer que a gente não tem tudo o que quer, muito menos quer tudo o que tem.  Às vezes é preciso saber adequar os sonhos à realidade, tenha isso em mente. 

E os erros? Os tais erros que dão título a esse post: é verdade, cometa erros novos. Creia na máxima “errar é humano, repetir o mesmo erro é burrice”. Devemos aprender com nossos erros para não comete-los outra vez. Senão, você fica parecendo uma daquelas cobaias de laboratório com determinada área do cérebro comprometida, voltando no mesmo pedacinho de queijo espetado no arame que dá choque. Já viram essa cena? Cada novo erro é um novo aprendizado. E não devemos esquecê-los. Por mais vontade que tenhamos de passar uma borracha neles, como disse antes. Os erros são doloridos, vergonhosos, é verdade, mas fazem parte das nossas vidas. Fazem parte de nós, acima de tudo, da nossa essência. Lembrando sempre que o ser humano é falho, não somos perfeitos. Não exija perfeição de si mesmo e nem dos outros, pode ser desastroso.

Acima de tudo, faça o que você quiser (desde que seja dentro da lei) e desejo que você tenha força e determinação para tal. Feliz Ano Novo, meus queridos! Obrigada pelos acessos nesse primeiro ano do blog.  Nos vemos em breve.

Imagem do post baseada em

Silly Boys II – Vai iogurte?

•27/12/2009 • Deixe um comentário

Waking Up In Vegas

•27/12/2009 • Deixe um comentário

You gotta help me out
It’s all a blur last night
We need a taxi ’cause you’re hung over and I’m broke
I lost my fake ID. but you lost the motel key
Spare me your freakin’ dirty looks now don’t blame me
You wannna cash out and get the hell outta town
Don’t be a baby
Remember what you told me

Shut up and put your money where your mouth is
That’s what you get for waking up in Vegas
Get up and shake the glitter off your clothes, now
That’s what you get for waking up in Vegas

Why are these lights so bright
Oh, did we get hitched last night, dressed up like Elvis,
why am I wearing your class ring?
Don’t call your mother
‘Cause now we’re partners in crime
Don’t be a baby
Remember what you told me

Shut up and put your money where your mouth is
That’s what you get for waking up in Vegas
Get up and shake the glitter off your clothes, now
That’s what you get for waking up in Vegas

You got me into this
Information overload, situation lost control
Send out an S.O.S.
ha,and get some cash out
We’re gonna tear up the town
No don’t be a baby
Remember what you told me
Remember what you told me
Remember what you told me, told me, told me

Shut up and put your money where your mouth is
That’s what you get for waking up in Vegas
Get up and shake the glitter off your clothes, now
That’s what you get for waking up in Vegas
That’s what you get, baby
Shake the glitter, shake, shake, shake the glitter
Give me some cash out baby
Give me some cash out baby

Katy Perry

Obs: Esse é o vídeo da minha versão favorita. Espero que gostem.

Silly Boys I – Natal atrasado

•27/12/2009 • Deixe um comentário

Top Of Pop’s

•08/12/2009 • 1 Comentário

Crise de frescura. É uma seleção que eu fiz dos cinco melhores clipes de música pop da atualidade, focado nas meninas. Bom, aqui vão eles:

1 – Lady Gaga (Bad Romance)

 

E em primeiríssimo lugar… Quando eu vi no Acesso MTV o povo falando que uma tal de Lady Gaga era a sucessora da Madonna, que ganhou esse apelido porque alguém disse que ela lembrava as performances do Freddie Mercury e sei lá o que mais, fiquei “emputecida” de ódio. Como assim? Madonna é top, não tem substituta não, nunca vai ter! Continuo dizendo que não tem. Maaas, existem seus equivalentes. No caso, A (ou O, há quem diga) equivalente, que é a Lady mesmo.

Just Dance não me empolgou tanto quanto Poker Face, que veio logo em seguida. E agora, Bad Romance, pra mim, é a Monalisa da Gaga. Esse clipe é sensacional. Marilyn Manson + Madonna. A Lady Gaga é totalmente  conceitual. Os clipes dela, ouso dizer, são obras de arte contemporânea. A música pode até não ter a letra mais profunda do mundo, mas eles têm grande apelo visual. Bad Romance é um clipe longo, uns seis minutos mais ou menos. É uma explosão de imagens, muito branco, muitos diamantes. Lembra um pouco o filme A Cela (um fracasso da Jeniffer Lopez).

 

2- Rihanna (Disturbia)

Quando assisti Shut Up And Drive, pensei: “Essa menina é uma roqueira frustrada, coitada.” A confirmação veio em Disturbia. A única cantora pop que anteriormente havia se aventurado numa incursão pelo gótico, que eu me recordava, era a Christina Aguilera, com Fighter. A Madonna também fez um nessa linha, o impecável Frozen.

Disturbia é uma loucura total. É sinistro. Tarântulas de dar agonia passeiam nos braços da Rihanna (eu no lugar dela teria morrido de colapso nervoso). A menina fica presa em uma cela com os olhos totalmente brancos. É tudo preto, é escuro, sombras por todos os lados. É foda. É o melhor clipe da Rihanna.

 

3 – Katy Perry (Waking Up In Vegas)

A Mulher Fruta das terras do Tio Sam. E não é pelos atributos físicos exagerados (que ela não tem). Katy é totalmente pin-up, e as primeiras imagens dela para divulgar One For The Boys sempre mostravam a garota contracenando com alguma fruta (o telefone-melancia é o melhor). Acho a Katy Perry fofa, ela fala muita besteira e parece um desenho animado da Warner Bros. Acho que ela saiu de algum episódio dos Animaniacs ou do Gato Félix. Até o autógrafo dela é bonitinho (só olhar na Wikipédia).

Katy começou quietinha fazendo uma pontinha no clipe do Gym Class Hero. Depois saiu gritando por aí que beijou uma garota que usava brilho sabor cereja. Apelou. E o povo curtiu. Recentemente, saiu com essa explosão de luz e cores que é Waking Up In Vegas. A letra é a cara da cidade mesmo. Os figurinos dela são maravilhosos e a reprodução da Santa Ceia com Elvis e drag queens é sensacional. Interessante: gosto mais da versão remix que da original.

 

4 – Lily Allen (Not Fair)

Not Fair fala de ejaculação precoce. Olha a cara de pau da Lily. Pudera, antes disso ela cantou Fuck you, e chorou a dor de uma mulher traída (e vingativa) em Smile. Voltando à menina, alguém já teve oportunidade de ver um ao vivo dela? Esses dias vi na MTV, a presença de palco dela é uma coisa incrível. Voltando a Not Fair, além da letra despudorada, ela brinca com as antigas cantoras country da década de 1960. Com direito às backing vocals e até uma vaca em cena. Muito legal!

 

5 – Mariah Carey (Obsessed)

Mariah cansou de bancar a gostosa e se enveredou pelos clipes auto-risíveis. Bem, ela continua se achando nos clipes, só que dessa vez com muito bom humor. Em Obsessed ela faz dois papéis: ela mesma, e um fã enlouquecido que a persegue por todos os lugares. Humilde? Imagina. A música é uma delícia de se ouvir e dançar (quem dança mal levanta a mão! o/). O clipe vale a pena para ver a cara de pateta da Mariah vestida de homem e a cena em que ela/ele é atropelado por um ônibus (no maior estilo Todo Mundo Em Pânico) enquanto tentava fotografar sua musa.

Pérolas do Supernatural

•07/12/2009 • Deixe um comentário

What’s new, pussycat?

•30/11/2009 • 1 Comentário

Como é pouco conhecido, vale legenda. Esse é Peter O'Toole, há mais de 40 anos atrás, no primeiro filme roteirizado por Woody Allen (eu acho que foi o primeiro). O'Toole: é velho, é inglês, é esquisito, tem cara de boneco de ventríloco, mas eu gosto.

Indicando…

•11/11/2009 • 3 Comentários

… o Especial Anne Rice do blog Sucker for Vampires. Ficou excelente!!!

O Ilusionista

•11/11/2009 • Deixe um comentário

O caso do vestido

•01/11/2009 • 3 Comentários

O assunto está um pouco desgastado, como tudo que é divulgado na mídia ultimamente. No entanto, ainda não consegui formular uma opinião, espero que vocês, leitores, me ajudem.

 Todo mundo já conhece o caso da estudante que foi à universidade usando um mini-vestido e foi hostilizada (para não dizer, moralmente violentada) pelos 700 estudantes que estavam no local. O que deixa dúvidas é de quem é a culpa. Qual o significado disso. Precisei ver uma reportagem sobre o assunto, onde ela foi entrevistada, bem como alguns estudantes, para tentar chegar as idéias no lugar. O que tenho até então?

 A menina foi chamada de puta. Bom, eu cheguei a acessar um dos muitos vídeos que pipocaram no Youtube essa semana, mostrando a universidade inteira assediando a garota. Se ela é puta, vamos colocar no termo pejorativo mesmo, creio que seja problema só dela, concordam? Isso supondo, em um primeiro momento. Lembra um pouco Maria Madalena, não acham? Prestes a ser apedrejada. O engraçado, é que as garotas de programa ficam nas esquinas, nas beiras de estrada por aí, e é raro ter notícias de que alguma foi atacada dessa maneira. Acontece, certamente.

 O vestido era realmente curto. E daí? Socialmente, digo, nos compromissos do dia-a-dia, enfim, não costumo usar roupas curtas. Dentro de casa até uso, vez ou outra quando saio com amigos, é raro. Mas, muitas mulheres usam decotes profundos e saias pouco maiores que um cinto, fato. São vistas por aí, e nem por isso são atacadas, não é? Claro que ouvem alguns impropérios, isso até quem está vestida até o pescoço costuma ouvir, essas vulgaridades.

 O comprimento das roupas que usamos, creio eu, é uma questão de adequação. Veja bem, decotes, essas ousadias, não costumam ser usadas em um ambiente de trabalho. Tratava-se de uma universidade. É um ambiente que oferece certa liberdade, sem aquela coisa dos uniformes do Ensino Médio, e tudo.  Em entrevista, a menina disse que ousou um pouco além dos limites. Eu digo: devemos usar bom senso, acima de tudo, para escolher a roupa. Na reportagem que eu vi, uma das universitárias entrevistadas disse que a menina levantou o vestido, que já era bastante justo, quando ouviu as primeiras gracinhas. Bom, caso seja verdade, já indica que ela não vai se tornar nenhuma mártir por isso.

 Resultado: um alvoroço sem igual. Aquele comportamento por parte dos universitários foi ridículo. Só isso que vou dizer, não há palavra para definir, visto que já foram usadas tantas outras para tentar classificar aquela situação. Só que venho em socorro da classe universitária, se é que podemos chamar assim. Sou universitária, e vi muita gente comentar pela internet afora que universitário é assim mesmo, que deviam ter cultura e tal. Primeiro: meus caros e caras, graduação não é sinônimo de cultura. É lamentável, mas é a verdade. Qualquer um faz um vestibular bem feito e consegue entrar, assim é a vida. A universidade, desde que seja bem aproveitada, pode ampliar, e muito, seus horizontes, sua visão de mundo. Porém, educação e respeito nós aprendemos dentro de casa.

 E não adianta generalizar, dizer que todos os universitários do mundo são assim. Diante de uma grande quantidade, como no caso do vestido, realmente ficamos chocados. Só que não devemos tomar o todo pela parte, conseguem entender? Setecentos alunos, muita gente. Existem muito mais pessoas na graduação no Brasil, no mundo, enfim.  Isso não quer dizer que todos vão ter essa atitude. Pelo menos, grande parte dos que conheço condenou o fato.

 Continuo confusa. Talvez, a menina estivesse errada em ousar tanto no visual em um ambiente de estudo. Todavia, acho que não é motivo para uma perseguição digna da Inquisição de séculos atrás. Isso é um grande retrocesso. Pensem comigo.